
Tonight we eat zero joules
All the king's horses and all the king's men
Couldn't put together
What the tapeworms have abraded.
Your saliva glues no more.

There is nothing unlawful about
Wanting you to expire by hypercarbia
As you inhale more of her breath than what you are supposed to.
There is nothing peculiar about wanting you to pass on,
Victim of some Bywaters' syndrome
As you lay with both lungs and breast
Illegally compressed
By foreign weight.
There is nothing insane about
Wishing some rare African disease on you,
If we could just agree on something
like internal leakage can be caused by rubbing.
(Repeatedly against a sharp object or someone else's tender flesh)
And that the moist fingers you feel,
might have pierced organs first
those that are responsible for converting
( I really don't know, so don't ask )
me - mine - my
electro-chemical impulses in neurons.
There is nothing particularly inhumanly cruel about you.
There’s also nothing really inhumane about me

Debaixo da tua língua e por entre os teus dentes, estive eu.
Haviam polícias na cidade por todo o lado e ladrões nas esquinas. No meu bairro, todos os prédios tinham cinco esquinas. A visão áspera, o cheiro áspero, o toque mal cheiroso, o tal ruído escuro, tal qual como os dias mais escuros, onde ninguém quer sair da cama. Não consigo lamber-te, estás demasiado limpa. Lamber-te a ti ou uma criança qualquer, é a mesmíssima coisa. E onde já lá vão os teus dentes de leite. Provavelmente a servirem de cinzeiro de algum elefante executivo numa Antárctida, com bronze falso e membro de um ginásio ultra exclusivo.
Tão exclusive que ele corre sozinho, e não vê ninguém nu no duche. Pena. Pessoas nuas no ginásio nunca são pessoas. São armários, lâmpadas, livros, óculos, shampoos, shorts, pêlos por aparar e música e xixi nos pés. São coisas tensas-relaxadas-tensas outras vez e depois ginásio super exclusivo. Tão exclusive que não podes lá ir duas vezes.
Também cheguei a passar noites escondido a mirar para o que se passava no céu da tua boca. Lá fora chove, faz frio, os carros passam fome, os putos desligam e ligam os aquecedores, as mulheres e a televisão gritam coisas em uníssono e se calhar com a mesma motivação.
Mas eu não quero saber, se calhar queria um dia, mas hoje não quero. Quem me dera que um dia o teu andar fosse mais rápido que qualquer coisa que eu desejo, mas logo des-desejo. Podia parar por aqui mas isto não é o meu trabalho de casa. Mas tu és. Tu és o meu trabalho de casa e eu sou o teu. Tu também és o trabalho de casa dela. Gostava de ter usado os teus dentes de leite como troféus. Mas tu nunca me viste morder-te. Mas eu mordi-te.
