Tuesday, 4 October 2011
Sunday, 10 July 2011
escudo humano
Thursday, 9 June 2011
Thursday, 19 May 2011
Grande Sisma

O teu sangue ja nao aquece com a luz do dia.
Tua pele espessa como leite colhado
amorteceu tudo indescriminadamente.
Ate simplesmente tudo parar de chegar.
- Mais vale cortares mais partes de ti.
O teu torso ja nao ‘e abracado da mesma maneira.
As unhas decepam indescriminadamente
qualquer gesto que venha em tua direccao,
E os teus caninos acabam com o servico.
- Mais vale afogares partes de ti.
Deixaste de acreditar
que os labios te filtravam o mau do bom.
Mais vale injectares veneno em pequenas partes de ti.
Pode ser que o mates bem matado.
Sunday, 1 May 2011
Sem grandes marcas
Um dos que deslize por debaixo da porta, que te suba as coxas para te arder a fronte,
as fontes, a pele e os olhos.
Estas ao que parece a minutos de seres sufocada em nada e mais nada.
E tu que disseste que nunca mais eras enganada.
Afogas-te no meio de toda a gente,inevitavelmente como toda a gente.
Mas eu avisei.
Queres um liquido que se estiver frio congele
para que o possas cortar com as unhas para come-lo,
em vez de te molhar o peito a queres bebe-lo.
Todos querem um que silenciosamente entre e saia por fendas,
sem grandes grandes dores, sem grandes marcas e que nao te tire nada.
Thursday, 31 March 2011
Wednesday, 23 March 2011
Vivienne Westwood
Cheiramos a mofo. Tu cheiras a rua.
veste-te e despes-te.Arrumas-nos.
A nossa pele amortece todos os toques que nao te agradam.
O nosso sangue absorve todo o que nao te embriaga.
Tens um armario cheio de pessoas como eu.
E amanha ha-de haver mais.
Sunday, 23 January 2011
denial
Thursday, 6 January 2011
for the eternal love of the ruling class
A philosophic and sociological concept, originated by the Marxist philosopher Antonio Gramsci, that a culturally-diverse society can be ruled or dominated by one of its social classes. It is the dominance of one social group over another, e.g. the ruling class over all other classes. The theory claims that the ideas of the ruling class come to be seen as the norm; they are seen as universal ideologies, perceived to benefit everyone whilst only really benefiting the ruling class.
microwave food
Monday, 3 January 2011
blue on blue

There is nothing unlawful about
Wanting you to expire by hypercarbia
As you inhale more of her breath than what you are supposed to.
There is nothing peculiar about wanting you to pass on,
Victim of some Bywaters' syndrome
As you lay with both lungs and breast
Illegally compressed
By foreign weight.
There is nothing insane about
Wishing some rare African disease on you,
If we could just agree on something
like internal leakage can be caused by rubbing.
(Repeatedly against a sharp object or someone else's tender flesh)
And that the moist fingers you feel,
might have pierced organs first
those that are responsible for converting
( I really don't know, so don't ask )
me - mine - my
electro-chemical impulses in neurons.
There is nothing particularly inhumanly cruel about you.
There’s also nothing really inhumane about me
Sunday, 26 December 2010
dentes de leite

Debaixo da tua língua e por entre os teus dentes, estive eu.
Haviam polícias na cidade por todo o lado e ladrões nas esquinas. No meu bairro, todos os prédios tinham cinco esquinas. A visão áspera, o cheiro áspero, o toque mal cheiroso, o tal ruído escuro, tal qual como os dias mais escuros, onde ninguém quer sair da cama. Não consigo lamber-te, estás demasiado limpa. Lamber-te a ti ou uma criança qualquer, é a mesmíssima coisa. E onde já lá vão os teus dentes de leite. Provavelmente a servirem de cinzeiro de algum elefante executivo numa Antárctida, com bronze falso e membro de um ginásio ultra exclusivo.
Tão exclusive que ele corre sozinho, e não vê ninguém nu no duche. Pena. Pessoas nuas no ginásio nunca são pessoas. São armários, lâmpadas, livros, óculos, shampoos, shorts, pêlos por aparar e música e xixi nos pés. São coisas tensas-relaxadas-tensas outras vez e depois ginásio super exclusivo. Tão exclusive que não podes lá ir duas vezes.
Também cheguei a passar noites escondido a mirar para o que se passava no céu da tua boca. Lá fora chove, faz frio, os carros passam fome, os putos desligam e ligam os aquecedores, as mulheres e a televisão gritam coisas em uníssono e se calhar com a mesma motivação.
Mas eu não quero saber, se calhar queria um dia, mas hoje não quero. Quem me dera que um dia o teu andar fosse mais rápido que qualquer coisa que eu desejo, mas logo des-desejo. Podia parar por aqui mas isto não é o meu trabalho de casa. Mas tu és. Tu és o meu trabalho de casa e eu sou o teu. Tu também és o trabalho de casa dela. Gostava de ter usado os teus dentes de leite como troféus. Mas tu nunca me viste morder-te. Mas eu mordi-te.
Tuesday, 21 December 2010
Monday, 8 November 2010
Schrödinger's cat
Polished hair and face, gaze and lips locked on objectives. You allowed a
tongue to dance through your teeth, time and time over. Her thighs pressed on
your eardrums and her fingers sculpted you like chisels. You're temporarily
deaf and personalized.
Hours ago you were imagining girls' clothes
for you to disorganize.
You're at the bottom of the bed. And you already know that nothing that you really want
is going to happen down there. Your sex smells of shallow girls and nihilism.
I curse your forehead to remain orphan of an imagined fever that doesn't have
enough money to travel by plane. Although there is always chimeras you can
tame into loving you enough to carry you around.
You are not Sappho.
I let both of them take a peek at Schrödinger's cat.
All the water they've distilled will be of no use.
Inside the mountain, there is a cave. Inside the statue, more statues. Inside this bedroom, a trap. You crept, crept into a room you've never seen. Now it's my time to steal.
Your fingers don't fit in the socket any more.
Therefore nothing is left to electrocute.
The staleness air can't smell our worn out muscles.
There is no love grounded in invisibility. I find myself competing with my own parasites.
While we gradually camouflage ourselves with the TV channels we never asked for. There is no love grounded in our indistinctness being.
We speak but we never shout; We aspire about wanting the same things every day.
We talk but never negotiate.
I'm young, but nothing moves me. You're young but you've unmovable.
Yours mouths mimic dusty old French kisses.
You kill spiders, just because they're spiders.
You kill flies just because they're flies. Just because.
And we continuously start-stop-end this story, just because.
we fuck because we don't need to.
The Sun has asthma and refuses to breathe.
It-She appears tired. It-she doesn't follow you everywhere any more. It-She
sabotages your photosynthesis and interrupts the melting of the iron in your
blood. You're anaemic by nature. The sun doesn't warm your bed either.
You're also a walking alibi.
And the midnight clarity flogs your skin with cancer, where she doesn't want to
touch. There's nothing to see here besides the eclipse that is forming under
your feet, which will swallow me, whole without much scrapping its teeth.
We're all men here. Although never equal.
My heart was shot out from your mouth against a pale, pierced navel and
never returned again. I still have those urges to this day. There is the need to
see you eat meat again, and to re-digest me in sum and parts with her again. There's a
sharp pain in my ghost limb again.
We're all men here. Although never equal.
Thursday, 16 September 2010
O gato de Schrödinger explica

Muitas, muitas e muitas vezes.
Cabelo e cara polida,
Olhar e labios trancados em objectivos.
Os poros da pele completamente receptivos.
Agora que entraste
permites que uma lingua te passe pelos dentes
vezes e vezes sem conta.
As coxas dela pressionam-te os tímpanos
Estas ao fundo da cama.E no fundo
vai acontecer.A tua fronte vai continuar orfã
de uma febre imaginada que não viaja de avião.
Depois de espreitarmos o gato de Schrödinger
toda a agua que destilas servirá para pouco mais que nada.
Dentro da montanha uma gruta
Dentro da estátua mais estátuas
Dentro do quarto, uma armadinha.
Foste entrando num quarto que nunca viste.
Saturday, 19 June 2010
Fotossíntese
O bafio não cheira os meus musculos queimados. Eu vou competindo com os meus próprios parasitas.Tu gradualmente vais te camuflando com os canais de televisão que eu não vejo. Falas muito mas não gritas; Sonhas em querer coisas iguais todos os dias.
Não negociamos todos os dias.
Sou novo, mas não me comovo com mais nada.
És nova mas gradualmente foste ficando pesada. Recitas com bafo de pó.
Matas as aranhas porque são aranhas. Matas as moscas porque são moscas.
Só porque sim.
E nós vamos acabando esta historia, só porque sim.
O Sol tem asma e recusa-se a respirar .
Ela anda cansada. Já não te segue para todo o lado. Sabota a tua fotossíntese e interrompe o derreter do ferro que não vai a lado nenhum no teu sangue. És anemico por natureza. O sol também já não te aqueçe a cama.
És um alibi por natureza. E a claridade da meia noite açoita-te a pele com cancro onde ela já não quer tocar. Não há nada para ver aqui a não ser o tal eclipse que se vai formando debaixo dos pés e que depois nos engole sem raspar nos dentes. Somos todos homens.
Sunday, 7 March 2010
Sunday, 31 January 2010
nao preciso
Preciso que me leias todos os dias para nao me esquecer quem sou
Preciso que me descrevas como um cego pede descriçoes da sua janela do hospital
Preciso que encostes o copo ao meu umbigo e que oiças a conversa que estou a ter comigo
Depois traduz-me o que eu disse
Depois conta-me.



